Atualmente com 32 anos, a influencer e estudante de medicina mineira Dandara Machado conta que descobriu ter diabetes tipo 1 aos 15 anos e de uma forma incomum: ao perceber que tinha urinado na cama à noite. Apesar de inusitado, o sintoma é um dos mais comuns relacionados a esse tipo da doença metabólica.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, a influenciadora afirmou que antes do diagnóstico levava uma vida comum, como uma adolescente que era à época. Apesar de ter hábitos saudáveis, como se alimentar bem e praticar atividades físicas, a jovem sentia muita fadiga, sede e passou a comer mais que o usual.
Além disso, ao voltar do colégio, a estudante diz que se tornou rotina tirar sonecas longas após o almoço e mesmo assim, dormir bem à noite também.
Como estava sentindo bastante sede, Dandara tomava muita água e ia ao banheiro na mesma proporção. Porém, aos 15 anos, ela percebeu que acordou com a cama molhada de urina – o que fez ela ligar o sinal de alerta.
“Fazer xixi na cama com 15 anos foi o maior sinal de que algo estava errado. Minha sorte é que eu sempre percebi muito meu corpo. Fica a dica: nosso corpo fala. Sempre é bom ficar atento aos sinais”, diz Dandara, em relato postado em suas redes sociais.
Inicialmente, a mineira imaginou estar com um quadro de infecção urinária e resolveu procurar um ginecologista. Mas enquanto esperava pelo dia da consulta, outro sinal chamou sua atenção. “No tempo entre o agendamento e a consulta, eu emagreci oito quilos”, conta a influenciadora.
Após realizar os exames solicitados pela médica, o próprio laboratório responsável entrou em contato com a jovem pedindo para que ela repetisse o teste de glicemia, pois eles estranharam uma alteração. Mesmo depois da repetição, o índice glicêmico continuava alto, estando em 137 mg/dL – o normal é abaixo de 100 mg/dL.
Ao voltar na médica, lhe foi recomendado o uso de insulina e a procurar um endocrinologista. Posteriormente, foi confirmado o quadro de diabetes tipo 1.
O que é diabetes tipo 1
Ao contrário do tipo 2, que na maioria das vezes ocorre por maus hábitos de vida e envelhecimento, a diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. Enquanto a tipo 2 é causada pela resistência à insulina e produção insuficiente, na outra é o pâncreas o responsável pela concepção insulínica abaixo.
Com o comprometimento do pâncreas, o corpo não consegue processar corretamente a glicose, o açúcar presente na maioria dos alimentos. A condição costuma ser diagnosticada na infância ou adolescência, como no caso de Dandara.
Geralmente, os primeiros sinais são confundidos com situações comuns entre as crianças. Por isso, é importante que os pais estejam atentos.
Entre os principais sintomas, estão:
Sede excessiva.
Aumento do volume de urina.
Fome constante e perda de peso sem explicação.
Em alguns casos, a criança também pode apresentar irritabilidade, cansaço ou voltar a fazer xixi na cama após já ter parado.
“Quando o diagnóstico é feito precocemente, é possível iniciar o tratamento com insulina e reduzir muito o risco de complicações graves, como a cetoacidose diabética (sangue ácido)”, afirma o pediatra Rosalvo Streit Junior, da clínica EVO.
“Divabética”: a solução de Dandara para lidar com a diabetes
Após o diagnóstico, a rotina da Dandara mudou e leva à risca o tratamento, administrando suas doses de insulina de acordo com o recomendado. No entanto, ela ressalta que a doença não a fez parar de viver.
“Isso vai durar para o resto da minha vida, porque diabetes não tem cura, mas tem tratamento. Sou uma ‘divabética’. Meu pâncreas morreu, mas eu não”, brinca a influenciadora.
O estudo na área de medicina tem como objetivo cuidar das pessoas, especialmente aquelas com condições semelhantes às dela. Atualmente, em seu perfil nas redes sociais, Dandara compartilha dicas, sua rotina e mensagens, visando ajudar e mostrar como dá para ter uma rotina normal, mesmo tendo uma doença autoimune.
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