O chocolate, muitas vezes visto como um vilão para quem convive com a diabetes, acaba de ganhar uma versão aliada da saúde desenvolvida por mentes jovens no interior da Bahia. Estudantes do curso técnico em Biotecnologia do Cetep Médio Rio das Contas, em Ipiaú, criaram o ChocoMed, um produto inovador desenhado especificamente para atender às necessidades nutricionais de quem possui diabetes tipo 2.
Sob a orientação do professor Lucas da Conceição, os alunos Lívia Bispo (17), Elias Costa (18) e Adígena Neta (17) mergulharam em um ano de pesquisas para equilibrar sabor e baixo índice glicêmico. A composição do ChocoMed foge do comum:
Base: Cacau 70% e manteiga de cacau.
Ingredientes Funcionais: Farinha de semente de abóbora e polpa de melão-de-são-caetano.
Diferencial: Zero adição de açúcar e leite em pó zero lactose.
O uso do melão-de-são-caetano e da semente de abóbora não foi por acaso. Segundo o professor Lucas, esses componentes possuem propriedades bioativas que auxiliam na regulação metabólica e no controle dos níveis de glicose no sangue, algo que diferencia o ChocoMed de chocolates dietéticos comuns.
O maior obstáculo da equipe foi garantir que o produto fosse prazeroso ao paladar. "Juntar todos os ingredientes para que o resultado final fosse saboroso, mas sem perder o foco na saúde, foi um desafio", revela Adígena Neta.
Atualmente, o projeto está em fase de monitoramento com um grupo de controle para analisar os efeitos práticos do consumo. Embora especialistas, como a endocrinologista Ana Mayra, vejam o projeto com otimismo — destacando o alto teor de fibras e cacau —, eles reforçam que estudos clínicos mais profundos são necessários antes de qualquer lançamento comercial.
Ainda em fase de desenvolvimento e ampliação, o projeto agora busca novos caminhos. Para chegar às prateleiras, os estudantes precisam de:
Patente: Para proteger a fórmula inovadora.
Investidores: Para financiar a produção em escala.
Expansão: O plano é transformar o ChocoMed em uma linha completa de produtos saudáveis.
O projeto não busca apenas oferecer um doce, mas conscientizar sobre a importância de uma alimentação equilibrada e valorizar o cacau, pilar da economia e história da região de Ipiaú. Enquanto o produto segue em testes, a recomendação médica para diabéticos permanece a mesma: moderação e acompanhamento profissional, mesmo com opções mais saudáveis.
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