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Faxina mortal: mulher morre ao inalar gases de material de limpeza

Evelline, de 39 anos, sofreu um edema de glote causado pelo uso excessivo de água sanitária em ambiente fechado; vítima foi encontrada caída com um rodo na mão.

14/04/2026 14h48
Por: Redação
Canva
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O que deveria ser apenas uma manhã de faxina terminou em uma fatalidade que chocou a cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A fonoaudióloga Evelline, de 39 anos, faleceu nesta segunda-feira (13/4) após inalar vapores químicos enquanto limpava o banheiro de sua residência.

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O Acidente

De acordo com relatos de familiares, Evelline — descrita como uma pessoa extremamente zelosa com a organização da casa — utilizou uma quantidade excessiva de água sanitária durante a limpeza. Em um ambiente pequeno e com pouca ventilação, a concentração do produto liberou gases tóxicos que rapidamente comprometeram sua saúde.

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Ao sentirem o cheiro forte, parentes foram até o banheiro e encontraram a vítima já desacordada no chão, ainda segurando o rodo.

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A Causa da Morte: Edema de Glote

A inalação dos componentes químicos provocou um edema de glote, uma reação inflamatória severa que causa o inchaço da garganta e o fechamento imediato das vias aéreas. Sem conseguir respirar, Evelline sofreu uma parada cardíaca. Apesar das tentativas de socorro, ela não resistiu.

O Perigo das Misturas Químicas

Especialistas alertam que a água sanitária (hipoclorito de sódio), quando usada em excesso ou misturada a outros produtos (como amoníaco ou vinagre), libera o gás cloro, que é altamente irritante e tóxico.

Regras de Ouro para o Uso Seguro:

  • Nunca misture: Produtos diferentes podem reagir e criar gases venenosos.

  • Ventilação é vital: Mantenha janelas e portas abertas durante o uso de químicos fortes.

  • Siga o rótulo: Use sempre a diluição recomendada pelo fabricante.

Dados Alarmantes

O caso de Evelline não é isolado. Dados recentes mostram que a Bahia já registrou 244 casos de intoxicação por produtos de limpeza apenas desde o início de 2026. O Conselho Regional de Química reforça que a percepção de que "quanto mais cheiro de produto, mais limpo está" é um mito perigoso que coloca vidas em risco diariamente.

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