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Bisavó vendia bisneta para ser estuprada por vereador
16/04/2026 21h14 Atualizada há 2 meses
Por: Redação
Reprodução

Detalhes estarrecedores surgiram após a prisão do vereador Antônio Tiveron Filho (72 anos), conhecido como Toninho Mineiro, na tarde desta segunda-feira (13). Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o parlamentar estuprou uma criança dos 8 aos 14 anos de idade, contando com a cumplicidade e intermediação da própria bisavó da vítima.

O Papel da Bisavó e o Aliciamento

De acordo com o inquérito conduzido pelo delegado Bruno Vinícius Cordeiro Martins, os abusos ocorriam semanalmente. A bisavó da menina, que trabalhava na casa do vereador e mantinha uma amizade próxima com ele, recebia pagamentos em dinheiro para facilitar os crimes.

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A investigação aponta que o comportamento da idosa era reincidente: ela teria aliciado, no passado, a própria neta (mãe da vítima). No entanto, a mãe não mantinha convívio com a filha e não tinha conhecimento dos abusos sofridos pela menor. A bisavó morreu de câncer em 2025, antes de ser levada à justiça.

Silêncio e Resistência

A vítima foi mantida em silêncio durante anos sob um regime de violência psicológica e constantes ameaças de morte. O ciclo de violência só chegou ao fim quando, ao atingir a adolescência, a jovem passou a confrontar a bisavó e se recusou terminantemente a continuar os encontros com o vereador.

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A investigação durou três meses e foi motivada por uma denúncia anônima que permitiu à polícia reunir provas dos crimes ocorridos entre os anos de 2019 e 2024.

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Prisão e Defesa

Toninho Mineiro foi indiciado por estupro de vulnerável de forma reiterada. A ordem de prisão foi expedida pela comarca de Conceição das Alagoas, e o vereador foi encaminhado para a Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba.

Em nota, a defesa do parlamentar, representada pelo advogado Geovane Soares, afirmou que está adotando as medidas legais e alega que o vereador nunca esteve envolvido em delitos anteriores.

Posicionamento da Câmara

A Câmara Municipal de Pirajuba informou, por meio de nota oficial, que não compactua com condutas ilícitas e que sua assessoria jurídica já analisa as medidas cabíveis em relação ao mandato do parlamentar, prezando pela ética e pelo cumprimento das leis.