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'Eu mato rindo': disse policial civil à ex-mulher
22/04/2026 15h24
Por: Redação
Reprodução/Metrópoles

Um episódio de violência extrema envolvendo um servidor da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) choca a capital. Áudios obtidos com exclusividade revelam o escrivão Bruno Moreira dos Santos em um momento de fúria, proferindo ameaças de morte detalhadas contra sua então companheira. No registro, é possível ouvir o som de diversos disparos de arma de fogo enquanto o policial grita frases como: “Eu corto a cabeça no dente! Eu fico três dias mordendo essa porra no dente!”.

Noite de Terror no Centro de Brasília

O estopim para a gravação, que dura cerca de 13 minutos, teria sido uma confusão em uma conhecida casa noturna na área central de Brasília, em agosto de 2025. Após ser questionado por seguranças do local, o escrivão teria direcionado sua agressividade à namorada.

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Ao deixar o estabelecimento, Bruno iniciou uma sequência de abusos verbais e disparos. “Eu mato os outros rindo! Você entendeu essa porra? Eu mato rindo. Eu pego o canivete e arranco o pescoço”, afirma o escrivão nos áudios, enquanto a vítima implora desesperadamente para que ele pare de atirar.

"Ciclo de Violência"

Em entrevista sob condição de anonimato, a vítima revelou que o relacionamento de dois anos foi marcado por abusos que se intensificavam com o consumo de álcool por parte do servidor. Ela descreveu um cenário de medo constante e pediu que a justiça seja feita.

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Investigação e Versão do Policial

A Corregedoria-Geral da PCDF informou que instaurou um inquérito policial e um procedimento administrativo para apurar os fatos. Como medida imediata, a arma funcional do servidor foi recolhida.

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A defesa do policial sustenta que a arma utilizada nos áudios seria de chumbinho, versão que está sendo periciada pela corporação. Embora medidas protetivas tenham sido deferidas inicialmente pelo Poder Judiciário, elas foram revogadas posteriormente, o que aumenta a sensação de insegurança da vítima.

Nota da PCDF

Em nota oficial, a instituição afirmou que "adotou de imediato as providências legais cabíveis" e que o inquérito está em fase de conclusão. O caso agora segue sob análise rigorosa para determinar a expulsão ou sanções administrativas ao servidor, além das implicações criminais pelas ameaças e disparos em via pública.

DENUNCIE: Se você ou alguém que você conhece está vivendo um relacionamento abusivo, ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar). A violência doméstica não escolhe profissão ou classe social.