O caso do feminicídio da modelo Ana Luiza Mateus, de 29 anos, teve um desfecho trágico também para o agressor. Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, o principal suspeito de arremessar a Miss do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, foi encontrado morto no final da tarde desta quarta-feira (22/4) na carceragem da Delegacia de Homicídios (DHC).
Uma das grandes revelações após a prisão foi a de que o suspeito mentiu sobre quem era. Ao ser detido em flagrante, ele apresentou os documentos do irmão, Tarso Lincoln Ferreira da Cunha. A farsa foi descoberta pela Polícia Civil durante o processo de identificação criminal. Endreo, que constava como sócio de uma empresa automotiva no Mato Grosso do Sul, teve a prisão decretada pouco antes de ser encontrado morto.
Segundo informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), o detento teria utilizado a própria bermuda para se enforcar dentro da cela. A área passou por perícia técnica ainda no início da noite desta quarta-feira para confirmar as circunstâncias da morte e descartar qualquer outra possibilidade.
Antes de morrer, Endreo prestou depoimento onde demonstrou um comportamento extremamente agressivo. Ele afirmou ser o “culpado” pela morte de Ana Luiza, embora negasse ter empurrado a modelo propositalmente.
As investigações confirmaram que o casal vivia um relacionamento tóxico de apenas três meses. O crime ocorreu após Ana Luiza manifestar o desejo de terminar o namoro e comprar uma passagem para voltar à Bahia para fugir dos abusos.
Mesmo com o falecimento do principal suspeito, a PCERJ informou que o inquérito não será arquivado imediatamente. As diligências prosseguem para:
Confirmar a dinâmica da queda: A perícia no apartamento continua para entender se houve luta corporal.
Esclarecer a omissão de identidade: Investigar se houve auxílio de terceiros na tentativa de Endreo se passar pelo irmão.
Conclusão do caso: A investigação servirá para dar uma resposta oficial à família da vítima, mesmo que não haja mais um réu para ser julgado.