O caso do pequeno Hugo Fudge, de apenas três anos, serve como um alerta vital para pais e profissionais de saúde. O que começou como um inchaço no pescoço e dificuldades respiratórias em janeiro de 2024 — sintomas inicialmente diagnosticados como uma amigdalite comum — revelou-se, na verdade, um quadro de leucemia aguda.
Charlene Fudge, mãe de Hugo, relata que o estado do filho piorou rapidamente. O menino passou a ter dificuldades severas para dormir e episódios de falta de ar assustadores. Apesar disso, ouviu de vários médicos que o inchaço era apenas uma resposta à infecção na garganta.
Foi apenas em fevereiro, após Charlene se recusar a sair de uma unidade de saúde sem uma investigação aprofundada, que exames de sangue foram realizados. O resultado confirmou o câncer que afeta os glóbulos brancos e a medula óssea. “Eu sabia que algo estava errado. Ele parecia estar dando o último suspiro”, desabafou a mãe em entrevista ao The Sun.
Após sessões intensas de quimioterapia, Hugo recebeu a notícia de que está livre das células cancerígenas. No entanto, a batalha continua: o protocolo de tratamento ainda deve durar dois anos para evitar a recidiva, o que impede o garoto de frequentar a creche e manter uma rotina normal.
Diante da necessidade de cuidados integrais, Charlene precisou deixar o emprego, e a família agora conta com uma campanha de arrecadação online para custear as despesas médicas e domésticas.
A leucemia é o câncer mais comum na infância e sua evolução é rápida. Identificar os sintomas precocemente é decisivo para o sucesso do tratamento. Confira os sinais que merecem atenção:
Inchaço dos gânglios (especialmente no pescoço e axilas);
Febre persistente sem causa aparente;
Cansaço excessivo e palidez;
Falta de ar ou respiração ruidosa;
Manchas roxas ou pontinhos vermelhos na pele (petéquias);
Sangramentos frequentes no nariz ou gengiva;
Infecções recorrentes;
Dor nos ossos ou articulações;
Dor ou inchaço abdominal;
Perda de peso inexplicável;
Suores noturnos.