A frieza de Jefferson Buhler Figliuolo chocou as autoridades e as redes sociais nesta quinta-feira (23/4). Preso no Aeroporto Internacional de Manaus, o homem acusado de invadir uma calçada propositalmente para atropelar um grupo de cães não demonstrou qualquer arrependimento. Pelo contrário: entre sorrisos e deboches, ele afirmou que repetiria a ação.
O atropelamento ocorreu na última quarta-feira (22/4), no bairro Parque 10 de Novembro. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que o veículo conduzido por Figliuolo desvia da pista e sobe a calçada onde seis cães descansavam. Uma cadela morreu no local e outros cinco animais ficaram feridos. A violência gratuita gerou repercussão nacional imediata.
Ao ser abordado pela Delegacia Especializada em Crimes contra o Turista (DECCT) e pela Polícia Militar, o suspeito manteve a cabeça erguida. Diante dos gritos de "assassino" proferidos por pessoas que acompanhavam a ação no aeroporto, Figliuolo respondeu com ironia, perguntando se as testemunhas "precisavam de um Rivotril".
Ao ser questionado sobre a motivação, ele foi taxativo: “Se não tivesse 20 cachorros na minha rua, isso não ia acontecer”. Já dentro da viatura, o homem foi flagrado cruzando as pernas e sorrindo, demonstrando total desprezo pela gravidade da situação.
O crime de maus-tratos a animais, quando resulta em morte, teve a pena endurecida pela Lei Sansão (Lei 14.064/20). Agora, a punição para quem maltrata cães e gatos é de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda. Por ter ocorrido a morte de um dos animais, a pena pode ser aumentada.
A prisão contou com o apoio da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), que acompanha o estado de saúde dos cinco cães sobreviventes. Jefferson permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia, onde o vídeo de seu deboche durante a prisão deve ser anexado como evidência de sua periculosidade e falta de remorso.