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Brasil Geral

Cobra píton de mais de 3 metros é filmada ‘passeando’ na rua tinha

29/04/2026 12h45
Por: Eduardo
Reprodução/TV Anhanguera
Reprodução/TV Anhanguera

Uma cobra píton de mais de três metros, que chamou a atenção ao ser vista circulando por ruas de Aruanã, foi apreendida após investigação da Polícia Civil de Goiás. O caso levantou discussões sobre a criação irregular de animais silvestres e os riscos ambientais envolvidos.

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O animal havia sido inicialmente resgatado pelo Corpo de Bombeiros e devolvido a um homem que se apresentou como biólogo e alegou ser o dono. No entanto, posteriormente, a polícia constatou que não havia documentação válida que autorizasse a posse da cobra.

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A apreensão foi realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), em Goiânia. Segundo o delegado responsável pelo caso, o proprietário afirmou que mantinha o animal há cerca de sete anos e que o havia deixado temporariamente na casa de uma amiga, de onde a cobra teria escapado.

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O homem chegou a apresentar um documento que, segundo ele, autorizaria a criação do animal, mas a polícia informou que o registro não possui validade legal. De acordo com as autoridades, apenas o Ibama pode emitir esse tipo de autorização.

🌱 Risco ambiental e investigação

A presença da píton, espécie exótica originária de regiões da Ásia e África, acendeu um alerta ambiental. Conforme especialistas, animais não nativos podem causar desequilíbrios ecológicos ao competir com espécies locais ou até se adaptar ao ambiente.

Segundo a investigação, há preocupação com o impacto que o animal poderia causar caso permanecesse solto, especialmente em uma área sensível próxima ao Rio Araguaia.

A polícia apura ainda se existem outros animais silvestres sendo mantidos de forma irregular na região.

🚨 Destino do animal

Após a apreensão, a cobra foi encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, onde passará por avaliação e deverá ser destinada a um zoológico.

De acordo com a legislação ambiental brasileira, a introdução ou manutenção de espécies exóticas sem autorização pode configurar crime, com pena de detenção e aplicação de multa.

O caso segue sob investigação para esclarecer a origem do animal e possíveis responsabilidades.

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