A escocesa Summer Robert, de 25 anos, convive desde a infância com o crescimento anormal dos seios — condição que só foi diagnosticada oficialmente em 2023 como macromastia.
Segundo ela, os primeiros sinais surgiram ainda na infância. Aos 8 anos, já utilizava sutiã de tamanho adulto. Mesmo assim, durante anos, suas queixas foram atribuídas apenas às mudanças da puberdade.
“Passei anos buscando respostas, mas sempre diziam que era algo normal ou relacionado ao peso”, relatou.
Além do desconforto físico, a condição trouxe desafios no dia a dia. Summer afirma que enfrentou episódios de constrangimento e assédio, além de dificuldades para encontrar roupas adequadas ao próprio corpo.
Em um período, o tamanho do sutiã aumentou significativamente em pouco tempo, o que intensificou as limitações.
Atualmente, tarefas simples como caminhar por longos períodos ou realizar atividades domésticas exigem esforço extra. Para reduzir o impacto, ela utiliza um colete ortopédico.
O caso chama atenção para a dificuldade de diagnóstico de condições menos conhecidas. A macromastia pode causar dores nas costas, problemas posturais e impacto na qualidade de vida.
Especialistas apontam que o acompanhamento médico adequado é essencial para avaliar cada caso e indicar possíveis tratamentos.
Após anos lidando com críticas e dificuldades, Summer decidiu usar as redes sociais como forma de renda, enquanto busca alternativas para lidar com a condição.
Entre os planos está a realização de uma cirurgia de redução mamária, procedimento que pode melhorar a qualidade de vida — embora exista a possibilidade de crescimento recorrente.
O relato reforça a importância de investigar sintomas persistentes e buscar diferentes opiniões médicas quando necessário.
Condições como a macromastia, embora pouco discutidas, podem ter impacto significativo na saúde física e emocional.