O Polo JK, em Santa Maria, consolidou-se como o epicentro da sacanagem ao ar livre no Distrito Federal. O que antes era dominado pela mística da "Devoradora do Cerrado" — a platinada que faz de desconhecidos seu banquete particular — agora abriga um ecossistema complexo de fetiches, onde o exibicionismo e a troca de casais ganham contornos digitais.
Nas ruas desertas e silenciosas do polo industrial, o cenário se divide em "nichos" de prazer:
Luta de Espadas: Reduto de encontros rápidos e diretos entre homens, que buscam vigor e anonimato em embates silenciosos.
Dogging e Swingueira: A nova tendência envolve casais de longa data que buscam o breu da região para oferecer a mulher ao "deguste" de estranhos surgidos do matagal.
A novidade audaciosa é a filmagem desses atos. O Polo JK tornou-se um estúdio improvisado para perfis de fetiche no X (antigo Twitter). Em vídeos que viralizam, mulheres mascaradas entregam-se a desconhecidos sobre capôs de carros enquanto seus parceiros registram tudo em ângulos explícitos. "Fiz minha primeira aventura de dogging... dei para um macho desconhecido enquanto meu corno filmava tudo", relata uma das postagens.
Apesar da atmosfera de "liberdade absoluta" estabelecida pela figura da Devoradora — que exige preservativo e conta com um "guardião" — a prática configura crime.
Artigo 233 do Código Penal: Praticar ato obsceno em lugar público ou exposto ao público.
Pena: Detenção de 3 meses a 1 ano, além da exposição criminal permanente.
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