Em depoimento prestado nesta segunda-feira (04), W.C.S., de 24 anos, principal suspeito de estuprar e matar a enteada de apenas 3 anos, negou veementemente as acusações. O crime, que chocou o interior de Mato Grosso, ocorreu na madrugada de domingo, enquanto o homem estava sozinho com a criança enquanto a mãe trabalhava.
Questionado sobre o sangue encontrado pelos peritos da Politec na cama onde ele dormia, o suspeito alegou não saber a origem da mancha. W.C.S. tentou se distanciar da vítima afirmando que não aceitava que a menina dormisse com o casal. “Eu falava: ‘Mesmo ela sendo sua filha, eu não quero, eu não aceito’”, declarou aos policiais.
Sobre um sachê de lubrificante encontrado na cena do crime, o homem confirmou o uso, mas alegou que o produto foi utilizado em uma relação com a mãe da criança no dia anterior. Ao final, ele solicitou a realização de exames para "provar sua inocência", afirmando que jamais teria coragem de cometer tal ato.
A versão do suspeito, no entanto, colide frontalmente com os achados técnicos:
Entrada na UPA: A criança já chegou à unidade sem vida e com roupas sujas, indicando negligência e maus-tratos.
Exame de Necropsia: O médico legista identificou indícios claros de abusos sexuais.
Dilatação Incomum: O médico que fez o atendimento inicial relatou que a menina apresentava uma dilatação nas partes íntimas totalmente incompatível com a anatomia de uma criança de sua idade.
O padrasto foi preso em flagrante logo após a perícia inicial na residência. A mãe da criança também prestou depoimento, mas foi liberada pelas autoridades. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda os laudos complementares da Politec para fechar o inquérito.
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