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Mulher ri ao telefone enquanto pede socorro para bebê desacordado

06/05/2026 09h24
Por: Redação
Stephanie Mendes/PBH
Stephanie Mendes/PBH

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga as circunstâncias da morte de um bebê de apenas dois meses, ocorrida na madrugada desta terça-feira (5/5). O caso, que inicialmente parecia uma emergência médica comum, transformou-se em uma investigação de possível negligência após uma série de comportamentos atípicos por parte dos responsáveis durante o atendimento de socorro.

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O Pedido de Socorro Inusitado

A suspeita das autoridades começou já no primeiro contato com o Samu. Segundo os áudios, a mulher que cuidava da criança apresentava um comportamento inadequado para a gravidade da situação, chegando a rir durante a chamada. A atitude foi tão estranha que os atendentes suspeitaram de um trote, sendo necessária uma chamada de vídeo para confirmar que a criança estava, de fato, em parada cardiorrespiratória.

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Indiferença no Local

Ao chegarem à residência, a equipe de socorro encontrou um cenário de "frieza emocional". Enquanto os profissionais realizavam manobras desesperadas para salvar o recém-nascido, os adultos na casa conversavam trivialmente sobre café da manhã e rotina de trabalho. Relatórios da PM indicam que a mãe, que trabalhava à noite e foi avisada posteriormente, também demonstrou pouco vínculo afetivo durante o processo.

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Sinais de Vulnerabilidade

No hospital, médicos identificaram que o corpo da criança já estava frio ao dar entrada, sugerindo que ela poderia estar morta há mais tempo do que o relatado. Além disso, foram encontrados sinais de possível desnutrição. O bebê possuía fenda palatina, uma condição que exige cuidados redobrados na alimentação para evitar o sufocamento (broncoaspiração), o que pode ter sido um fator contribuinte para a tragédia.

Histórico no Conselho Tutelar

O Conselho Tutelar confirmou que já havia registros anteriores sobre o local, onde a mulher apontada como babá cuidava de Mayhem e outras crianças de forma informal. A Polícia Civil agora aguarda o laudo pericial para determinar a causa exata da morte e se houve omissão de socorro ou maus-tratos.

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