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Vereador é preso em operação contra facção suspeita de movimentar R$ 500 milhões

06/05/2026 20h57
Por: Eduardo
Vereador é preso em operação contra facção suspeita de movimentar R$ 500 milhões

O vereador José Weder Basílio Rabelo (PP) foi preso nesta terça-feira (5) durante uma grande operação policial que investiga o braço financeiro de uma facção criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 500 milhões em esquemas ilícitos. A ação ocorreu no Ceará e em Minas Gerais e mobilizou mais de 100 agentes de segurança.
Weder Basílio se tornou o sexto parlamentar da cidade de Morada Nova preso somente em 2026. Os outros cinco vereadores haviam sido capturados anteriormente durante uma investigação sobre suposto financiamento ilegal de campanhas eleitorais por organizações criminosas.
A ofensiva desta terça-feira foi batizada de Operação Consorte e teve como foco atingir a estrutura financeira da organização investigada. Segundo a polícia, o grupo utilizava mecanismos sofisticados para ocultar e lavar dinheiro obtido de atividades criminosas.
Operação mobilizou mais de 100 agentes
De acordo com os investigadores, foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 500 milhões. Ao todo, participaram da ação 108 policiais federais e civis, distribuídos em 27 equipes operacionais.
As equipes cumpriram 27 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão expedidos pela Justiça Eleitoral. As diligências ocorreram em cidades como Fortaleza, Aquiraz, Jaguaribara, Ibicuitinga, além de Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Federal, a investigação é um desdobramento da Operação Traditori, realizada em março deste ano.
Cinco vereadores já haviam sido presos
Na primeira fase da investigação, cinco vereadores de Morada Nova foram presos por suspeita de ligação com um esquema de financiamento ilícito de campanhas eleitorais. Entre os nomes citados estão:

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Hilmar Sérgio Pinto da Cunha (PT), presidente da Câmara Municipal;

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Lucia Gleidevania Rabelo, conhecida como Gleide Rabelo (PT);

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Cláudio Roberto Chaves da Silva, o Cláudio Maroca (PT);


José Regis Nascimento Rumão (PP);


José Gomes da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Dedé (PSB).


As investigações seguem em andamento e apuram crimes como lavagem de dinheiro e possíveis conexões interestaduais da organização criminosa.
Defesa de vereador nega irregularidades
Em nota, o advogado Igor Cesar Rodrigues, responsável pela defesa de Weder Basílio, afirmou que ainda não teve acesso aos autos do processo nem à decisão judicial que determinou a prisão do parlamentar.
A defesa também alegou que a movimentação financeira elevada, relacionada às atividades empresariais do vereador, estaria sendo tratada de forma equivocada pelas autoridades.
“A defesa confia que a justiça será restabelecida em breve”, afirmou o advogado em trecho da nota divulgada após a prisão.
A operação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, força-tarefa que reúne Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal.

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