O Tribunal do Júri do Gama proferiu, nesta terça-feira (6/5), a sentença de Jaci, acusada de matar Willian da Silva Ribeiro em março de 2025. O julgamento foi marcado pelo pedido da ré para que sua identidade de gênero feminina e seu nome social fossem respeitados durante todo o rito processual, solicitação que foi prontamente aceita pelo juiz e pela acusação.
O homicídio ocorreu na via pública após uma sequência de desentendimentos. De acordo com o processo, após um tapa inicial, Jaci saiu à procura de Willian e, ao reencontrá-lo, desferiu diversos golpes com um pedaço de madeira. A brutalidade do ataque levou os jurados a confirmarem a qualificadora de meio cruel, que aumenta a gravidade do crime.
Apesar da crueldade reconhecida, o Conselho de Sentença (os jurados) acolheu a tese de que o crime foi cometido sob domínio de forte emoção, logo após injusta provocação da vítima. Consta nos autos que Willian teria proferido ofensas homofóbicas contra a companheira de Jaci, o que desencadeou a reação desproporcional da acusada.
O juiz responsável pela sentença destacou que Jaci já possuía condenações anteriores por roubo e, inclusive, cometeu o homicídio enquanto cumpria pena em regime aberto por outro crime. Diante disso, a pena foi fixada em 13 anos, quatro meses e 27 dias de reclusão, iniciando em regime fechado.
Além da prisão, a condenada deverá pagar R$ 20 mil em danos morais para a família de Willian. Jaci não terá o direito de recorrer da sentença em liberdade.
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