Um homem de 30 anos foi preso pela Polícia Civil do Amazonas (PCAM) após divulgar vídeos íntimos da ex-companheira, que está grávida de cinco meses. O investigado teria vendido o material por R$ 20.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido na última segunda-feira (18/5), por meio da 77ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Novo Airão, município localizado a 115 quilômetros de Manaus.
Segundo o delegado Rodrigo Monfroni, o crime ocorreu no dia 6 de abril deste ano, quando o suspeito, aparentemente embriagado e motivado por sentimento de posse e ciúmes, invadiu a residência da vítima sob o pretexto de visitar as filhas do casal.
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“Mesmo com uma medida protetiva em favor da vítima, ele foi até o local, a injuriou e a agrediu com um soco nos olhos. A violência só foi interrompida após a intervenção da mãe da vítima, que utilizou uma vassoura para conter o agressor, fazendo com que ele fugisse do local”, disse o delegado.
Dois dias após o crime, o suspeito passou a praticar violência psicológica e moral contra a gestante, chegando a divulgar nas redes sociais um vídeo íntimo da vítima enquanto ela tomava banho, acompanhado de legendas ofensivas e conteúdo depreciativo. O material era oferecido por R$ 20.
A coluna teve acesso a prints que mostram o homem oferecendo os vídeos nas redes sociais e anunciando uma “promoção” para quem quisesse ter acesso ao conteúdo íntimo.
“A ampla divulgação do vídeo motivou o pedido de prisão preventiva do autor. As investigações também apontaram que a vítima sofreu intimidações por familiares do suspeito. A mãe dele teria feito ameaças e cometido agressões físicas, agravando o cenário de coação contra a vítima e possíveis testemunhas”, informou o delegado.
Diante do descumprimento das medidas protetivas e da escalada da violência, foi constatado risco à integridade da vítima, o que fundamentou a necessidade da prisão preventiva do investigado.
O homem deve responder pelos crimes de descumprimento de medida protetiva, divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento com agravante, lesão corporal qualificada, injúria majorada e violência psicológica.
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