A promotoria da Suécia formalizou o pedido de 10 anos de prisão para um homem de 62 anos acusado de liderar um esquema estarrecedor de exploração sexual agravada. Segundo as investigações das autoridades suecas, o suspeito transformou a própria esposa em um balcão de negócios, cobrando dinheiro de outros homens para que mantivessem relações sexuais com a vítima. Ao todo, 121 homens entraram na mira da polícia sob a suspeita de pagar para participar dos abusos.
O caso começou a ruir em outubro de 2025, quando o homem foi formalmente detido pelas forças de segurança. Logo após a prisão do marido, a esposa entrou imediatamente com um pedido de divórcio na Justiça.
Durante as buscas na residência e nos dispositivos do acusado, a polícia apreendeu um vasto material em vídeo. As autoridades revelaram que grande parte dos encontros sexuais foi gravada secretamente pelo marido, sem que os próprios clientes soubessem que estavam sendo filmados. Esse acervo digital de vídeos tornou-se a principal peça de evidência e prova técnica no processo conduzido pela promotoria. Além da exploração sexual qualificada, o homem de 62 anos responde por oito crimes de estupro, quatro tentativas de estupro, agressão e ameaças ilegais. Ele nega todas as acusações.
De acordo com informações reveladas pela emissora estatal SVT, cerca de 30 suspeitos integrando a lista de clientes já foram oficialmente indiciados. No entanto, uma particularidade da legislação penal da Suécia pode fazer com que uma parcela significativa dos 121 investigados escape de responder formalmente perante o tribunal.
No país escandinavo, o crime de compra de serviços sexuais possui um prazo de prescrição de apenas dois anos. Como a acusação aponta que o esquema operava desde agosto de 2022, todos os crimes cometidos por clientes desde o início da rede até meados de 2024 já estão legalmente expirados, impedindo o indiciamento de quem participou dos abusos nesse período. Os promotores agora correm para processar as provas dentro da janela legal permitida.