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Bombeira civil e marido são denunciados pelo MP por matar cão com golpes de picareta
27/05/2026 14h53
Por: Redação
Divulgação/ Polícia Civil; Reprodução

Uma onda de indignação tomou conta das redes sociais e mobilizou o Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. O Ministério Público (MP-RS) ofereceu nesta terça-feira (26) uma denúncia formal contra o casal acusado da morte brutal do cão "Branquinho". O crime, que veio à tona após o vazamento de imagens chocantes de monitoramento doméstico coletadas em novembro de 2025, mostra o animal sendo arrastado pelo pescoço com uma corda e violentamente golpeado até a morte com uma picareta. A agressora principal foi identificada como Cásia de Souza Zatti, de 32 anos, que atuava profissionalmente como bombeira civil.

Imagens de Horror e Prisão Decretada

De acordo com o promotor de Justiça do Meio Ambiente de Porto Alegre, Felipe Teixeira Neto, a ação cruel foi executada por Cásia com o incentivo e apoio direto de seu companheiro. As câmeras de segurança da própria casa dos denunciados registraram não apenas a execução covarde do cão, mas também o sofrimento prolongado do animal e o descarte oculto do corpo logo em seguida.

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Diante da repercussão e da gravidade dos fatos, Cásia já teve a prisão preventiva decretada e cumprida no início de maio. Agora, o MP-RS solicitou também a prisão preventiva do homem, citando sua "elevada periculosidade social e o risco iminente de reiteração criminosa", já que ele apresenta outros registros de comportamento violento no histórico. Devido à brutalidade extrema da conduta, o Ministério Público negou sumariamente qualquer possibilidade de benefício ou Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), exigindo uma punição severa em regime fechado.

O Cativeiro dos Outros 35 Animais

A investigação policial revelou que o assassinato de Branquinho não foi um episódio isolado, mas sim parte de um histórico de abusos sistemáticos cometidos pelo casal no ambiente doméstico. Uma segunda denúncia criminal foi anexada ao processo após equipes da Polícia Civil e do Gabinete da Causa Animal da prefeitura realizarem uma batida na propriedade dos acusados no início de maio de 2026.

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No local, os agentes encontraram uma verdadeira fazenda de maus-tratos em condições precárias: sete cães (um deles confinado em uma corrente extremamente curta), um gato, três cavalos e 24 galinhas. Os animais sobreviventes estavam severamente desnutridos, sem acesso a água potável, cercados por fezes, barro e lixo insalubre. Todos os espécimes foram confiscados pelo Estado e encaminhados para abrigos e clínicas veterinárias parceiras. O Ministério Público requereu a perda definitiva da guarda de todos os animais resgatados e proibiu o casal de adotar ou manter qualquer ser vivo sob sua responsabilidade por tempo indeterminado.

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