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Menino de 1 ano dado como morto após afogamento é encontrado vivo após 5 horas no necrotério

27/10/2026 13h13
Por: Redação
Menino de 1 ano dado como morto após afogamento é encontrado vivo após 5 horas no necrotério

Um caso impressionante e cercado de revolta nos Estados Unidos voltou a repercussão nesta semana. A mãe de um menino de apenas 18 meses, declarado morto após um afogamento, revelou detalhes angustiantes do momento em que descobriu que seu filho ainda estava vivo, cerca de cinco horas e meia após ter sido levado para o necrotério de um hospital no Arizona.

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O incidente aconteceu em 8 de fevereiro, mas o caso ganhou grande repercussão após a mãe, Alexus Fiordilino, conceder uma entrevista à emissora KNXV (afiliada da ABC News). O pequeno Vincent havia sido encontrado inconsciente na piscina da residência da família, em Gilbert, e foi socorrido às pressas ao Centro Médico Mercy Gilbert.

A declaração de óbito e a descoberta no IML

Durante a despedida no hospital, Alexus chegou a acreditar que o filho ainda respirava, mas o médico responsável pelo atendimento, Aryan Toosi, afirmou que os movimentos eram apenas os "últimos suspiros" da criança e que novas tentativas de reanimação só prolongariam o sofrimento. A morte foi declarada às 18h20 daquele domingo.

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Cerca de cinco horas depois, enquanto os pais prestavam depoimento às autoridades, um detetive trouxe a reviravolta: um funcionário do Instituto Médico Legal do Condado de Maricopa, ao ir buscar o corpo, percebeu que o menino ainda apresentava sinais vitais.

"Meu marido e eu gritamos de alívio. Louvamos ao Senhor. Choramos. Passar de ouvir que ele tinha morrido para descobrir que não é uma sensação inexplicável" relataram os pais.

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Lesões graves e batalha judicial

Apesar de ter sobrevivido, Vincent sofreu lesões cerebrais graves e permanentes. A criança recebeu alta em abril, mas apresenta comprometimentos neurológicos significativos: não consegue andar sozinha e ainda não recupera a fala.

A família agora processa os responsáveis. Os advogados argumentam que o período em que o bebê permaneceu sozinho no necrotério sem assistência médica pode ter agravado drasticamente os danos neurológicos, sendo tão ou mais prejudicial do que o próprio afogamento.

Em nota, a defesa do médico e a administração do hospital (Dignity Health) lamentaram o ocorrido, mas alegaram leis de privacidade e o processo pendente para não detalhar o atendimento. A polícia local informou que não encontrou indícios de crime por parte dos profissionais de saúde, mas o caso foi encaminhado para análise da Procuradoria-Geral. Os pais, que inicialmente chegaram a ser investigados por suposta negligência, não sofreram acusações criminais após a promotoria constatar que a casa contava com travas de segurança e que o afogamento foi um trágico acidente por falta de supervisão momentânea.

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