Um recente relatório anual divulgado pela fintech Simplic, especializada em crédito pessoal, revelou que aproximadamente 50% dos pedidos de empréstimos em sua plataforma têm como destino o pagamento de dívidas (30%) e o fomento ao empreendedorismo (20%).
Esses dados refletem a dura realidade apontada pelo Mapa da Inadimplência da Serasa, que estima que cerca de 71 milhões de brasileiros se encontram com seus nomes em situação restritiva. O diretor executivo da Simplic no Brasil, Rogério Cardozo, destaca que a inadimplência compromete o planejamento financeiro da população brasileira, levando muitas pessoas a buscar soluções alternativas para mitigar o endividamento.
Crescente Busca por Empréstimos e Empreendedorismo
Um dado que chama atenção é o aumento da busca por empréstimos em meio ao cenário econômico desafiador. A taxa média de desemprego no Brasil subiu para 7,8% no último trimestre, conforme dados do IBGE, impulsionando a procura por soluções alternativas de renda. Nesse contexto, o empréstimo pessoal é considerado uma ferramenta para liquidar dívidas e impulsionar o empreendedorismo, servindo como complemento ao emprego tradicional.
Rogério Cardozo destaca:
“A disponibilidade de empréstimos pessoais permite que diferentes perfis de empreendedores, inclusive aqueles negativados, tenham acesso a crédito, contando com orientações para evitar novos endividamentos."
Perfil Regional e Expectativas para 2023
Os dados do estudo revelam que 54% dos pedidos de empréstimos foram provenientes da região Sudeste do país, seguida pelo Nordeste, com 17%, e Sul, com 14%. Metade desses empréstimos foi destinada ao pagamento de dívidas ou ao início de novos negócios.
Por outro lado, a maior disponibilidade de empréstimos pessoais se deve, em parte, à redução da taxa básica de juros (Selic). Desde agosto, a Selic tem experimentado quedas significativas, atingindo 11,75% ao ano em dezembro, contra 13,75% anteriormente. Essa redução reflete diretamente nas taxas de empréstimos para pessoas físicas e jurídicas, caindo 1,5% e 1,9%, respectivamente.
Cardozo conclui:
"Se o cenário econômico brasileiro permanecer saudável, esperamos uma queda ainda mais acentuada nos custos das linhas de crédito pessoal ao longo de 2023. Com o aumento da procura, mais dinheiro é injetado na economia, estimulando o consumo e promovendo o crescimento econômico. As expectativas para 2024 são muito positivas."
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