A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) iniciou as investigações sobre o homicídio da influenciadora digital Alzira Maria Theodoro Luiz, de 43 anos, ocorrido na manhã do último domingo (7/6) na zona rural de Mutum, no Vale do Rio Doce. O caso ganhou ampla repercussão nas plataformas digitais devido ao forte contraste cronológico: minutos antes de ser atingida, a criadora de conteúdo apareceu tranquila em uma gravação conversando com seus seguidores sobre a rotina no campo.
Alzira era amplamente conhecida na internet por documentar a vida cotidiana no ambiente rural, acumulando uma base sólida de aproximadamente 59,1 mil seguidores e ultrapassando a marca de 1,1 milhão de curtidas na plataforma TikTok.
Na manhã do crime, por volta das 8h30, ela realizou o upload de um vídeo onde exibia o amanhecer na propriedade, tomava café e interagia com o público de forma descontraída. Na publicação, ela mostrava os pés de café próximos à sua residência e questionava os usuários sobre as condições climáticas de outras regiões do país.
"Bora tomar um leitinho, gente, com cafezinho e um biscoitinho. Eu estou em paz, estou feliz e hoje vai ser um dominguinho mais tranquilo. Não quero trabalhar muito hoje não", declarou a influenciadora na gravação.
Pouco tempo após a transmissão da mensagem digital, precisamente às 9h18, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada via Centro de Operações. Testemunhas e moradores da localidade relataram ter ouvido uma sequência de três a quatro disparos de arma de fogo vindos da residência.
A linha de levantamento preliminar da polícia aponta que a vítima estava na varanda do imóvel quando os atiradores se aproximaram. Informações colhidas no local sugerem que os autores utilizavam uma motocicleta, possivelmente um modelo Honda de cor vermelha. Diante da abordagem, a vítima tentou buscar abrigo nos cômodos internos da casa, mas foi alcançada no interior da edificação.
O local passou pelos procedimentos de perícia técnica forense para a coleta de estojos, projéteis e vestígios que possam auxiliar na identificação do calibre utilizado e na dinâmica balística. Até o fechamento desta edição, a Polícia Civil informou que o inquérito segue tramitando de forma célere, e nenhum suspeito havia sido preso. O espaço permanece aberto para manifestações das defesas assim que identificadas no processo.
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