Uma cena perturbadora paralisou a vila de Mallipasi na tarde desta segunda-feira (27/4). Um homem identificado como Jitu Munda foi detido pela polícia após comparecer a uma agência bancária carregando um saco com os ossos de sua irmã, falecida há dois meses. O objetivo era provar que ela estava morta para conseguir sacar o saldo de sua conta.
A irmã de Munda possuía cerca de 19.300 rúpias (aproximadamente R$ 1.200) depositadas em um banco rural. Ao tentar retirar o valor, o homem foi barrado pelos funcionários, que exigiram a apresentação da certidão de óbito e documentos comprobatórios de parentesco.
Por ser analfabeto, Jitu Munda não compreendeu a natureza dos documentos solicitados. Em sua lógica, para provar que a irmã não poderia mais comparecer ao banco, ele precisava mostrar o corpo. Ele então se dirigiu ao cemitério local, desenterrou os restos mortais da familiar e os levou até a porta da agência como forma de protesto e "comprovação".
Apesar do choque causado na população e nos funcionários do banco, a polícia local tratou o caso com humanidade. O delegado Kiran Prasad Sahu, de Patna, explicou que não houve crime de vilipêndio por maldade.
“Ele é inocente e não entendeu que precisava apresentar a certidão de óbito. Em sua simplicidade, achou que levar os restos mortais seria a única prova aceitável para reaver o dinheiro”, afirmou o delegado.
A polícia agora trabalha para auxiliar o homem na obtenção dos documentos legais para que ele possa, finalmente, acessar o dinheiro da irmã sem violar as normas sanitárias e civis.
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