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Saiba como um problema de saúde bucal pode elevar o risco de diabetes e de doenças cardíacas

27/05/2026 18h06 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação
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O que acontece na sua boca não fica apenas nela. As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como o diabetes e os problemas cardiovasculares, foram as grandes responsáveis por impressionantes 41,8% das mortes prematuras registradas no Brasil, segundo dados alarmantes do Ministério da Saúde. O que pouca gente sabe é que a raiz de muitas dessas complicações pode estar escondida em um sorriso mal cuidado.

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De acordo com um estudo recente realizado pela Universidade de Birmingham e pelo NIHR Birmingham Biomedical Research Centre, pacientes com histórico de doença periodontal (infecções na gengiva) têm 26% mais probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 e 18% mais chances de apresentar doenças cardiovasculares graves, como infarto e AVC. Existe uma relação de mão dupla entre a saúde bucal e o resto do corpo: da mesma forma que algumas patologias dão os primeiros sinais na arcada dentária, as infecções bucais agem como um foco inflamatório ativo, espalhando bactérias que agravam doenças sistêmicas.

A Barreira Rompida: O Perigo dos Sintomas Silenciosos

O acompanhamento odontológico regular vai muito além da estética, funcionando como um pilar da atenção primária e uma verdadeira blindagem para o corpo todo. Para ajudar a população a identificar os sinais de perigo, especialistas desmistificaram os 5 erros mais comuns do senso comum que colocam a vida em risco:

  • "Gengiva sangrando é só porque escovei com muita força": Mito perigoso. Embora a força machuque, o sangramento frequente é o corpo avisando que há uma inflmação ativa. O sangramento indica que a barreira de defesa da boca está "rompida", funcionando como uma porta aberta para que bactérias entrem direto na corrente sanguínea e iniciem processos inflamatórios que afetam todo o organismo.

  • "Se eu não sinto dor, meus dentes estão saudáveis": As doenças na gengiva mais graves são silenciosas e não doem nos estágios iniciais. Elas mantêm o corpo em estado de inflamação constante, sabotando o controle da glicose em diabéticos ou elevando os marcadores inflamatórios no sistema cardiovascular sem que o paciente sinta absolutamente nada.

  • "Estou com mau hálito porque não escovei direito hoje": O mau hálito persistente vai muito além da escovação. Ele é um sinal de alerta que pode indicar desde infecções gengivais ocultas até problemas graves no sistema digestivo, rins ou disfunções metabólicas.

O Impacto no Controle do Diabetes e no Envelhecimento

Outro erro grave cometido por milhares de pacientes é acreditar que o diabetes se controla apenas com dieta restritiva e injeções de insulina. É exatamente o oposto: se o paciente tiver uma infecção ativa na gengiva, essa inflamação aumenta a resistência à insulina, fazendo com que o açúcar no sangue permaneça alto mesmo com o uso de medicamentos. Tratar da boca faz com que os remédios para o diabetes funcionem muito melhor.

Por fim, os dentistas alertam para o conformismo de que perder dentes é uma consequência natural do envelhecimento. A perda dentária é o resultado final de infecções acumuladas e nunca tratadas ao longo da vida — como a periodontite —, e não da idade avançada. Manter o sorriso completo e saudável até a terceira idade preserva a função de mastigação e evita que a falta de dentes gere novos problemas de saúde em cascata, como a desnutrição e a anemia.

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