Um escândalo estarrecedor de corrupção e ligação com o crime organizado veio à tona no Rio de Janeiro. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) descobriu no celular do terceiro-sargento da Polícia Militar Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, morto a tiros em julho de 2026, imagens e vídeos chocantes que o desmascaram de vez: o agente da lei aparecia dançando funk com armas de fogo, ostentando maços de dinheiro e abraçado a um dos chefões da facção Comando Vermelho (CV).
O material comprometedores foi extraído durante as investigações da operação deflagrada nesta terça-feira (13/10), que desmantelou uma rede criminosa de policiais militares envolvidos no tráfico de armas e drogas para o CV.
Lotado no batalhão de São João de Meriti (Baixada Fluminense), a vida dupla de Yuri foi totalmente exposta após a análise pericial do seu smartphone:
Aliança com o Tráfico: Em uma das fotos mais impactantes, o sargento aparece sorrindo ao lado de Manoel Cinquine Pereira, o "Paulista", apontado como um dos líderes do Comando Vermelho no Complexo da Penha;
Apologia ao Crime: Vídeos encontrados no aparelho mostram o policial deitado no chão com uma pistola, gritando: "[Inaudível] Tiro pro alto. É o CV, caralho", além de gravações dele dançando animado empunhando armamento pesado;
Negócios Escusos e Ostentação: Mensagens no chat revelam o agente oferecendo carregadores e fuzis para Paulista. Em outros registros, Yuri exibia uma rotina de ostentação com passeios de lancha, consumo de bebidas caras e maços de dinheiro vivo, desafiando com deboche: “Vem cara, vem pegar o dinheiro comigo. Tá aqui ó. Quer dinheiro? Quer quanto?”.
A derrocada da facção criminosa vestida de farda começou em outubro de 2023, quando o sargento Yuri foi preso em flagrante na Avenida Brasil transportando mais de 100 quilos de cocaína ao lado de um comparsa. A partir dali, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) aprofundou as investigações e descobriu que agentes da segurança pública usavam seus cargos para repassar informações privilegiadas de operações e vender munições e fuzis para o tráfico.
Entre os alvos da operação também estão policiais como Eric da Silva Lobato (envolvido no comércio ilegal de armas) e criminosos como Luciano Santos de Oliveira, o "Hot Wheels" (que recebia dados confidenciais de Yuri).
A Morte: O sargento Yuri acabou tendo um fim trágico em 12 de julho de 2026, quando foi emboscado e executado com vários tiros ao chegar em seu condomínio no bairro do Pechincha, em Jacarepaguá (Zona Oeste do RJ). A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é de que o próprio Comando Vermelho tenha ordenado a queima de arquivo do policial corrompido.
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