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Homens gravam e divulgam estupro coletivo contra indígena de 15 anos no AM

20/10/2026 09h09
Por: Redação
Homens gravam e divulgam estupro coletivo contra indígena de 15 anos no AM

Uma adolescente indígena de 15 anos foi vítima de estupro coletivo praticado por um grupo de cinco homens, com idades entre 22 e 50 anos, na comunidade Catitu, situada na área rural do município de Itamarati, no interior do Amazonas. O crime, ocorrido em setembro, foi gravado e divulgado em grupos do WhatsApp.

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As imagens circularam, inclusive, em outros lugares do país, entre eles Rio de Janeiro e Brasília. Após ter acesso aos vídeos, uma mulher que não conhece a adolescente fez a denúncia às autoridades.

Dois homens foram presos e três estão foragidos.

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Nos registros, os envolvido dizem que praticavam a violência sexual como uma espécie de “cobrança” contra a adolescente. Apesar da afirmativa, até o momento, as investigações não esclareceram a que a expressão se referia nem se há uma motivação específica por trás do crime.

Em uma das gravações, um homem aparece sobre a jovem, que está nua e deitada no chão da mata, praticando o crime enquanto uma terceira pessoa filma a cena. No segundo registro, três homens aparecem juntos fazendo consumo de bebida alcoólica. Um deles segura os braços da adolescente para trás enquanto os demais a tocam. O conteúdo não será reproduzido pelo Metrópoles em razão da violência explícita e para a preservação da vítima.

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O material foi inicialmente compartilhado em dois grupos de indígenas. Os investigados, entretanto, afirmam não saber quem foi responsável por disseminar as gravações para além desses canais de mensagem.

O caso foi enquadrado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) nos artigos 213 e 348 do Código Penal, que tratam, respectivamente, de estupro e favorecimento pessoal, e nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminalizam a produção e a divulgação de imagens de sexo explícito envolvendo crianças ou adolescentes.

Os investigados
Os cinco suspeitos foram identificados. Com ordem de prisão ativa desde o fim de setembro, três  suspeitos são considerados foragidos da Justiça: Kodo Isaias Kanamari, de 22 anos; e Tucuwi Carlinhos dos Santos Kanamari, de 25 anos. Até o fechamento desta reportagem, o nome do terceiro suspeito não havia sido divulgado.

Conhecido como “Zeca Bomba”, um dos investigados, de aproximadamente 50 anos, está preso desde 9 de outubro. Ele é o único homem não indígena do grupo.

Já Awano Rafael Kanamari, de 33 anos, apontado como responsável por filmar as cenas do crime, foi preso nesta segunda-feira (19/10), após se entregar à polícia do município.

Segundo as autoridades locais, a adolescente, pertencente ao povo Kanamari, está recebendo tratamento médico e psicológico especializado. Ela também foi matriculada em uma escola.

O Metrópoles procurou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para esclarecer quais medidas de proteção e de articulação com outros órgãos públicos estão sendo adotadas, especialmente diante da divulgação dos vídeos e dos possíveis impactos para a vítima, mas não obteve resposta até a publicação. O espaço segue aberto para manifestações.

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