Uma trágica reviravolta no caso que chocou o estado. A médica sergipana Danielle Barreto, de 45 anos, acusada de ser a mandante do assassinato de seu marido, o advogado José Lael, foi encontrada morta nesta terça-feira (9/9) no Presídio Feminino (Prefem) de Sergipe. A principal linha de investigação aponta para suicídio.
Danielle, uma cirurgiã plástica de renome, teria usado um lençol para tirar a própria vida. Fontes próximas à investigação revelaram que a médica já havia manifestado a intenção de cometer suicídio durante a audiência de custódia. A tragédia ocorreu por volta das 16h20, no momento em que seu advogado chegava à unidade prisional para visitá-la.
O crime pelo qual Danielle era acusada aconteceu em 2021, quando o corpo de seu marido foi encontrado em um terreno no bairro Jabotiana, em Aracaju. A investigação da Polícia Civil revelou que o assassinato de José Lael foi premeditado e encomendado por sua esposa. Além de Danielle, outras quatro pessoas foram indiciadas por participação no crime.
A Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc) confirmou o ocorrido e informou que uma investigação interna foi aberta para apurar os detalhes da morte. A equipe prisional constatou o estado de Danielle ao encontrá-la desacordada em sua cela.
A morte da médica levanta agora uma série de questionamentos sobre as circunstâncias em que o suicídio ocorreu, a segurança dos presídios do estado e, acima de tudo, o desfecho de um dos casos mais intrigantes dos últimos anos em Sergipe.
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