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Polícia Brasil

Torcedor do Vasco é morto após clássico contra o Flamengo

23/09/2025 19h07
Por: Eduardo
Reprodução/Redes sociais
Reprodução/Redes sociais

O torcedor vascaíno Eumar Vaz, de 34 anos, foi brutalmente assassinado enquanto voltava para casa após o clássico entre Vasco e Flamengo, realizado no último domingo (21), no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O crime ocorreu dentro de um ônibus em Samambaia, no Distrito Federal.

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De acordo com testemunhas e vídeos gravados pelos próprios agressores, Eumar foi abordado por torcedores flamenguistas que exigiram que ele retirasse a camisa do Vasco. Em seguida, o grupo subiu no veículo e iniciou as agressões. A vítima foi espancada, esfaqueada e atingida por golpes de madeira.

Eumar chegou a ser socorrido ao Hospital Regional de Ceilândia, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil do Distrito Federal informou que os responsáveis ainda não foram localizados e que o caso está sob investigação do 32ª DP.

Repercussão

A torcida organizada vascaína Força Jovem do Vasco, da qual Eumar fazia parte, lamentou a perda em nota oficial:

"Confiamos na justiça para que os responsáveis sejam punidos e que a memória do Eumar (Dark) seja sempre lembrada com honra", declarou a entidade.

A Toc Brasília, torcida parceira, também se manifestou pedindo punição exemplar aos envolvidos:

"Reforçamos que nossa torcida caminha lado a lado com todos os poderes públicos em prol da paz nos estádios. No entanto, exigimos justiça: o lugar desses falsos torcedores é na cadeia."

Outros casos de violência

O episódio não foi isolado. Ainda no domingo (21), outras ocorrências de violência envolvendo torcedores foram registradas:

  • No Rio de Janeiro, um homem foi agredido por flamenguistas na região da Tijuca, Zona Norte, pouco antes do clássico. O caso foi registrado na 18ª DP, que analisa imagens de câmeras de segurança para identificar os agressores.

  • A vendedora Monalisa Ferreira, de 48 anos, também foi atacada por um grupo de torcedores flamenguistas armados com pedaços de madeira. Ela relatou que recebeu um soco no rosto, caiu no chão, quebrou os dentes e sofreu luxação no braço. Monalisa estava a caminho do estádio para vender doces, atividade que utiliza para custear os cuidados de cerca de 80 animais vítimas de maus-tratos.

Clima de tensão

A sequência de episódios violentos reacendeu o debate sobre a segurança nos estádios e no entorno dos jogos. Autoridades policiais afirmaram que seguem monitorando os envolvidos e reforçaram que a identificação e prisão dos agressores são prioridades.

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