Foi preso na madrugada desta terça-feira (11/11) o principal suspeito do assassinato de Patrícia Gonçalves, de 42 anos, morta de forma brutal no último domingo (9/11), em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. O crime, investigado como feminicídio, chocou a comunidade pela violência extrema e pela presença do filho do casal, de apenas 5 anos, durante as agressões.
O suspeito, Samuel Ângelo dos Santos, de 45 anos, ex-marido da vítima, foi localizado em Americana (SP) após dar entrada no Hospital Municipal da cidade com ferimentos de faca. Ele permanece internado sob escolta policial e deve ser ouvido assim que receber alta.
Segundo o boletim de ocorrência, Patrícia foi espancada com um rolo de massa, encontrado ensanguentado pela perícia na sala da residência, na Rua Diadema, bairro Vila Ramos. Quando os policiais chegaram, a mulher apresentava intenso sangramento e foi levada para a UPA local, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com os relatos colhidos pela polícia, o filho do casal, que tem deficiência em uma perna e dependia da mãe para se locomover, presenciou toda a agressão. Após o crime, Samuel levou o menino até a casa do cunhado da vítima, Alex, e alegou que Patrícia teria saído para visitar uma vizinha.
No caminho até a casa da avó, o garoto contou a verdade ao tio, dizendo que havia visto a mãe “ensanguentada” no chão. A revelação levou a família a ir imediatamente até o imóvel, onde encontraram o corpo de Patrícia.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que Samuel afirmou ter sido atacado por um desconhecido em Nova Odessa, mas a versão é tratada com cautela pelos investigadores. A Delegacia de Franco da Rocha segue responsável pelo caso.
O Instituto Médico Legal (IML) realizou exames periciais e o rolo de massa ensanguentado foi apreendido como possível arma do crime.
Patrícia deixa o filho de 5 anos, que agora está sob os cuidados da família materna.
O caso reforça o alerta sobre o aumento dos casos de feminicídio no estado de São Paulo, onde, segundo dados da SSP, centenas de mulheres são mortas todos os anos em contextos de violência doméstica e possessiva.
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