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Justiça mantém preso filho que matou a mãe a facadas em apartamento

21/01/2026 15h18
Por: Redação
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

A Justiça do Distrito Federal manteve preso Vinícius de Queiroz, de 23 anos, detido em flagrante após matar a própria mãe, Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos, a facadas dentro do apartamento onde moravam, no Guará II, no Distrito Federal. O jovem passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (21) e teve a prisão convertida em preventiva.

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Após o crime, Vinícius, que é estudante de Economia da Universidade de Brasília (UnB), confessou o assassinato à avó com a frase: “Matei a minha mãe”.

Entenda o caso

O crime ocorreu em um apartamento localizado no Polo de Modas, na QE 40 do Guará II. Vinícius foi preso em flagrante por policiais militares do 4º Batalhão da PM (Guará). Segundo a corporação, ao entrarem no imóvel, os militares encontraram o jovem sentado no sofá da sala, demonstrando frieza diante da situação.

Maria Elenice foi atingida por uma facada na região do pescoço, atingindo a jugular. Empreendedora, ela mantinha um espaço da empresa Herbalife no Guará. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado, mas a vítima já estava em parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos.

O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que investiga o caso como feminicídio.

Depoimento

Durante o interrogatório, Vinícius afirmou que não sentiu culpa ou remorso pelo crime e disse à delegada plantonista que agiu por “impulso”. Segundo ele, as diferenças de personalidade entre mãe e filho teriam motivado o ataque.

“Nós somos de personalidades diferentes. Ela fala um pouco alto e tals, e eu tenho um pouco de sensibilidade, e acabei atacando ela. Foi isso. Eu a acertei com uma facada na jugular”, declarou.

Questionado pela delegada se já havia sentido esse tipo de vontade anteriormente, o estudante respondeu que não era a primeira vez, mas que antes conseguia se controlar. “Eu não me descontrolava exatamente, eu só ficava muito deprimido ou esmurrava alguma coisa”, afirmou.

Ainda durante o depoimento, Vinícius admitiu que já havia sonhado com o crime. “Sonhar, eu já sonhei com isso, sim. É como se eu já tivesse visto isso antes”, disse.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.

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