O mistério e as teorias de conspiração que cercavam o assalto sofrido pelo influenciador digital Bruno Rodrigues, em novembro de 2025, chegaram ao fim nesta quarta-feira (15/4). Em nota oficial, a Polícia Civil de Santa Catarina (PC SC) confirmou que o crime foi real e motivado por um erro de logística dos criminosos: eles pretendiam roubar o vizinho do influenciador.
De acordo com o delegado Rodrigo Raitez, o grupo tinha um alvo específico: o proprietário de várias quitinetes que morava ao lado de Bruno. No entanto, ao executarem o plano, os criminosos se confundiram e invadiram a residência onde o streamer realizava uma transmissão ao vivo no TikTok.
Nas imagens que viralizaram na época, é possível ver o momento em que Bruno é surpreendido por três homens armados e encapuzados. Ele foi rendido e trancado no banheiro enquanto os criminosos vasculhavam a casa. Um Audi A3 e aparelhos celulares foram levados na ocasião.
Logo após o crime, uma onda de comentários nas redes sociais sugeriu que o assalto teria sido uma "atrizada" ou simulação para ganhar seguidores. A Polícia Civil foi enfática ao descartar essa hipótese. "A investigação confirmou que não houve qualquer tipo de simulação. Foi uma ação criminosa coordenada que apenas errou o endereço", afirmou a autoridade policial.
A investigação revelou uma organização profissionalizada por trás do ataque, envolvendo sete pessoas com funções divididas:
Executores: Os três que aparecem nas imagens da live.
Mentor: Responsável pelo planejamento e recrutamento do grupo.
Logística: Um motorista, um financiador e uma pessoa que garantiu a fuga da cidade.
A maioria dos envolvidos é natural do litoral catarinense e viajou para Blumenau exclusivamente para o crime. Entre os presos, dois eram foragidos e um estava em saída temporária. Um adolescente também foi apreendido por participação direta na invasão.
Até o momento, dois adultos foram presos em Itajaí e um adolescente foi apreendido em Timbó Grande. Os demais participantes foram formalmente indiciados e o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público. Bruno Rodrigues, que sempre defendeu a veracidade do ocorrido, utilizou suas redes para desabafar: "Não foi mentira, foi tudo real. Esse vídeo serve para parar com as piadinhas sobre armação".
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