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Polícia PF

De Ídolos a Investigados: PF prende gigantes do funk e do entretenimento em esquema de R$ 260 bilhões

16/04/2026 18h07
Por: Redação
Reprodução/redes sociais
Reprodução/redes sociais

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15/4), a Operação Narco Fluxo, revelando um esquema de lavagem de dinheiro com dimensões inéditas no país. A investigação aponta que produtoras de funk, influenciadores e páginas de fofoca foram utilizados para movimentar mais de R$ 260 bilhões provenientes do tráfico internacional de cocaína e da facção criminosa PCC.

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Cúpula do Funk na Mira

A decisão do Juízo da 5ª Vara Federal de Santos levou à prisão temporária de figuras centrais da indústria musical paulista:

  • Henrique Viana (Rato): Dono da Love Funk, apontado como operador financeiro que realizava transações sem lastro.

  • Rodrigo Oliveira: Dono da GR6, investigado por transferências bancárias suspeitas para líderes do esquema.

  • MC Ryan SP: Apontado como o principal beneficiário e líder do esquema. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,2 bilhões em bens do artista.

Além deles, o influenciador Chrys Dias, sua esposa Débora Paixão, o cantor MC Poze do Rodo e Raphael Sousa (dono da página Choquei) também foram detidos.

A Engrenagem do Crime

Segundo a PF, o grupo utilizava a "indústria do entretenimento" para dar aparência lícita ao lucro do tráfico de mais de três toneladas de cocaína. O fluxo financeiro foi identificado com o apoio de relatórios do Coaf. A operação mobilizou 200 policiais em 9 estados e resultou na apreensão de carros de luxo, armas e grandes quantias em espécie. Até a manhã desta quinta-feira (16/4), mais de 30 audiências de custódia foram realizadas, e a Justiça manteve todas as prisões.

O Que Dizem as Defesas

  • Love Funk (Rato): A defesa manifestou surpresa, afirmou que o empresário é inocente e que ele sempre esteve à disposição das autoridades.

  • GR6 (Rodrigo): Os advogados alegam que as transações são relações comerciais lícitas, respaldadas por contratos e notas fiscais.

  • MC Ryan SP e MC Poze: As defesas afirmam que ainda não tiveram acesso integral aos autos, mas reiteram a lisura das atividades de seus clientes e confiam na Justiça.

  • Choquei (Raphael Sousa): O advogado Pedro Paulo de Medeiros declarou que o vínculo de Raphael é puramente publicitário e que ele não integra organização criminosa.

  • Chrys Dias e Débora Paixão: A defesa repudiou o vazamento de imagens e informou que se manifestará apenas nos autos do processo, que corre sob segredo de Justiça.

As investigações continuam para identificar outros braços do esquema de evasão de divisas e associação criminosa que, segundo a PF, utilizava a música para ecoar o poder do tráfico.

A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias

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