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Escravidão Moderna: Criança de 11 anos é trocada por R$ 20 e litros de açaí em flutuante

16/04/2026 18h12
Por: Redação
Imagem ilustrativa
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Em uma operação integrada entre as polícias Civil e Militar, um novo capítulo de horror na vida de uma criança de 11 anos foi interrompido na noite de terça-feira (14/4). O caso, ocorrido em um flutuante na orla do Rio Solimões, choca pela reincidência: a menina já havia sido resgatada de um casamento forçado há menos de seis meses.

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O Flagrante no Flutuante

A ação policial começou após uma denúncia anônima informar que um homem de 65 anos estaria aliciando menores no "Flutuante do Loiro". Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima de 11 anos e sua irmã de 17. A criança confirmou que acabara de sofrer abusos dentro de um quarto, enquanto a adolescente vigiava a porta.

O valor da "transação" acertada com o agressor era irrisório e revoltante: R$ 20 em espécie e dois litros de açaí.

O Papel da Família

Durante a abordagem ao suspeito de 65 anos, a irmã mais velha das vítimas, de 21 anos, ligou para o celular do agressor procurando pelas meninas. Ao ser atendida por um policial, ela desligou, mas compareceu à delegacia pouco depois para questionar a prisão do homem, momento em que também recebeu voz de prisão.

As investigações da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) revelaram que a irmã de 21 anos era a mentora do esquema. Ela ameaçava a criança, dizendo que, se ela não aceitasse os abusos, seria devolvida ao abrigo.

Histórico de Abusos

O histórico da vítima é marcado pela omissão do Estado e da família:

  • Novembro de 2025: A menina foi resgatada de um "casamento" com um homem de 33 anos no Lago do Urbim. Na época, o pai foi preso por conivência e a mãe recebeu uma medida protetiva para não se aproximar da filha.

  • Março de 2026: A Justiça entregou a guarda da criança à irmã de 21 anos, acreditando ser um ambiente seguro.

  • Abril de 2026: Menos de um mês após sair do abrigo, a criança volta a ser explorada sexualmente sob o comando da nova tutora.

Procedimentos Legais

A delegada Joyce Coelho explicou que a adolescente de 17 anos é tratada, por enquanto, como vítima, por estar sob a autoridade coercitiva da irmã mais velha. O idoso e a irmã de 21 anos responderão por estupro de vulnerável e exploração sexual de criança.

A criança foi novamente encaminhada ao serviço de acolhimento institucional e receberá acompanhamento psicológico intensivo. O caso acende um alerta sobre a fiscalização da guarda de menores que saem de situações de risco extremo.

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