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“Morto” e Bem Vivo: Homem simula a própria morte para ganhar R$ 500 mil em seguro

16/04/2026 18h21
Por: Redação Fonte: PCAM
Divulgação/PCAM
Divulgação/PCAM

A Polícia Civil do Amazonas (PCAM) encerrou, na quarta-feira (15/4), a farsa de um homem de 47 anos que tentava lucrar com o "próprio funeral". O suspeito foi preso em Manaus após uma investigação da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru revelar uma tentativa de estelionato contra uma seguradora no valor de R$ 500 mil.

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A Certidão do "Além"

A trama começou em novembro de 2025, quando o casal contratou um seguro de vida. Apenas 30 dias depois, a esposa, de 41 anos, apresentou à seguradora uma certidão de óbito do marido, alegando que ele havia falecido devido a complicações pulmonares. A seguradora, estranhando a rapidez do sinistro e inconsistências na documentação, acionou o Ministério Público (MPAM).

Fábrica de Documentos Falsos

Ao aprofundar as investigações, o delegado John Castilho descobriu que o "morto" estava não apenas vivo, mas muito ativo na prática de crimes. Na residência do casal, foram encontrados:

  • Seis CPFs diferentes: Utilizados para diversificar as fraudes.

  • Carimbos médicos: Usados para falsificar atestados e laudos.

  • Fraude no INSS: O casal tentava obter uma aposentadoria por invalidez na área de ortopedia usando assinaturas falsificadas de um médico local.

O médico citado nos documentos prestou depoimento e afirmou que seu nome e CRM foram utilizados sem qualquer autorização.

A Prisão e Medidas Judiciais

O suspeito foi localizado escondido em uma casa no bairro Lago Azul, na zona norte de Manaus. Embora a polícia tenha solicitado a prisão preventiva de ambos, a Justiça autorizou apenas a detenção do homem. A esposa responderá em liberdade, cumprindo medidas cautelares, sob a justificativa de que os crimes não envolveram violência direta.

O homem agora enfrenta uma lista extensa de acusações:

  • Estelionato

  • Falsidade ideológica

  • Uso de documento falso

  • Falsificação de atestado ou certidão

O investigado passará por audiência de custódia e as autoridades continuam as buscas para identificar se houve auxílio de terceiros na confecção dos documentos profissionais falsificados.

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