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Família do ‘jogo do tigrinho’ é alvo de operação milionária

23/04/2026 12h22
Por: Redação
Reprodução/PJC
Reprodução/PJC

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23/4), a Operação Aposta Perdida, visando desarticular uma organização criminosa familiar especializada em exploração de jogos de azar online e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Itapema (SC), resultando no bloqueio de bens que somam R$ 10 milhões.

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A Armadilha da Ostentação

O ponto de partida das investigações foi o comportamento dos alvos nas redes sociais. Membros de uma mesma família exibiam viagens internacionais, imóveis de alto padrão e veículos de luxo. No entanto, as empresas ligadas ao grupo eram de pequeno e médio porte, com faturamento declarado que não justificava o patrimônio acumulado em curto espaço de tempo.

Como Funcionava o Esquema

Os investigados atuavam como intermediários de plataformas ilegais de apostas, popularmente conhecidas como “jogo do tigrinho”. O modelo de negócio apresentava as seguintes características criminosas:

    • Promessas de Ganhos Fáceis: Atração de vítimas através de vídeos simulando vitórias garantidas;

    • Estrutura de Pirâmide: O lucro dos organizadores dependia diretamente do fluxo constante de novos usuários depositando dinheiro;

    • Uso de "Laranjas": Pessoas jurídicas e terceiros eram utilizados para ocultar a origem ilícita do capital e dificultar o rastreio bancário.

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Números da Operação

A Justiça expediu um pacote rigoroso de medidas cautelares para garantir o ressarcimento e a interrupção das atividades:

  • Bloqueio de Valores: R$ 10 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas;

  • Sequestro de Bens: 5 imóveis de alto padrão e 4 veículos de luxo;

  • Restrições de Liberdade: 4 apreensões de passaportes para evitar fuga do país;

  • Censura Digital: Bloqueio de contas em redes sociais utilizadas para a captação de novas vítimas.

O Perigo das Apostas Ilegais

A Polícia Civil alerta que plataformas como o "jogo do tigrinho" não possuem regulamentação no Brasil, operando frequentemente em paraísos fiscais. Além do prejuízo financeiro direto, os usuários correm o risco de ter dados pessoais e bancários expostos. A investigação agora foca em identificar outros influenciadores que prestavam serviço de divulgação para este núcleo familiar.

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