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Advogado é investigado por golpe de R$ 3 milhões; próprio primo está entre as vítimas

14/05/2026 17h48
Por: Redação
Thales Antonio/Getty Images
Thales Antonio/Getty Images

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um suposto esquema de estelionato que pode ter deixado um prejuízo superior a R$ 3 milhões. O principal suspeito é o advogado Guilherme Aguiar Alves, que teria atraído dezenas de pessoas — incluindo colegas de profissão e o próprio primo de primeiro grau — com promessas de lucros exorbitantes em prazos curtos.

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O Golpe do "Aporte Jurídico"

Segundo os boletins de ocorrência registrados nas delegacias do Gama, o advogado convencia as vítimas a investir dinheiro para a compra de sistemas processuais ou para fechar contratos milionários com escritórios em São Paulo. Em troca, ele prometia retornos que chegavam a dobrar o valor investido em poucos meses. Para aumentar a credibilidade, apresentava contratos formais e chegava a fazer pagamentos iniciais.

Histórias Bizarras: O Enterro Falso

Um dos casos mais impressionantes envolve um advogado de 34 anos que investiu R$ 50 mil. Guilherme o levou até São Paulo para uma suposta reunião com sócios de uma grande banca. Ao chegarem ao local, o suspeito afirmou que o escritório estava vazio porque um dos sócios havia falecido e todos estavam no enterro. A reunião nunca aconteceu e a vítima ficou no prejuízo.

Vítima na Família e Carro "Grampeado"

Nem mesmo os laços de sangue impediram o esquema. Um primo de Guilherme, que atua como policial penal na Penitenciária da Colmeia, afirma ter perdido cerca de R$ 200 mil.

Outra vítima recebeu um Renault Captur como garantia de pagamento, apenas para descobrir depois que o carro já tinha procuração de venda para terceiros e possuía um rastreador instalado, o que permitiria ao golpista localizar o veículo a qualquer momento.

Resposta do Investigado

Procurado pela reportagem do Metrópoles, Guilherme Aguiar Alves limitou-se a informar que não poderia responder aos questionamentos no momento por motivos de saúde. A PCDF segue colhendo depoimentos e analisando as ações cíveis que já somam mais de 30 vítimas.

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