O mundo das celebridades está passando por uma verdadeira onda de desapego quando o assunto é intimidade. Nos últimos anos, o conceito de celibato voluntário ou abstinência estratégica deixou de ser um tabu e passou a ser ostentado por grandes nomes do entretenimento como uma ferramenta de fortalecimento da autoestima, foco na carreira e busca por parcerias que realmente valham a pena.
Um dos casos mais comentados recentemente foi o do ator Diogo Venturieri e da terapeuta sexual Didy Reis, que anunciaram publicamente ter passado três meses em abstinência sexual para ressignificar a conexão do casal. Mas eles estão longe de estarem sozinhos nessa jornada.
A atriz e apresentadora Luana Piovani é uma das vozes mais contundentes do movimento no Brasil. Ela define seu momento atual como um “celibato imposto”, justificado por suas altas exigências em relação a parceiros. Para a musa, não há mais espaço para tolerar conexões superficiais ou medíocres.
“Não vou me submeter a caber em ‘espacinho’ de ninguém. Ou é à minha altura, ou não está ao meu lado”, disparou Piovani em entrevista recente, ressaltando que o amor-próprio deve ser sempre o protagonista.
O astro do rock Lenny Kravitz elevou o patamar do movimento ao revelar que está há nove anos sem sexo. Para o cantor, a escolha ultrapassa o físico e entra no campo espiritual e de estilo de vida. Kravitz explicou que se tornou muito apegado à sua rotina e hábitos, e que prefere esperar o tempo que for necessário até encontrar alguém 100% compatível com a sua jornada.
A cantora espanhola Rosalía também aderiu à prática, priorizando sua autonomia e a tomada de escolhas conscientes em sua fase atual. Já o rapper norte-americano 50 Cent decidiu canalizar toda a sua energia sexual diretamente para os seus negócios e produções.
“Minha nova ideia é tão grandiosa que não tenho tempo para distrações. Estou praticando abstinência”, compartilhou o magnata do hip-hop em suas redes sociais, revelando que a meditação tem sido o seu principal código de suporte para manter o foco.
Do ponto de vista médico e psicológico, essa pausa estratégica nas relações sexuais e românticas pode trazer excelentes retornos para a saúde mental.
Em entrevista ao jornal O Globo, terapeutas sexuais afirmam que o celibato voluntário funciona como um excelente filtro comportamental. Longe do imediatismo dos aplicativos de relacionamento, o indivíduo consegue fortalecer o autoconhecimento, refletir sobre seus reais desejos e estabelecer limites saudáveis. Estar genuinamente bem consigo mesmo é apontado como o primeiro passo para o sucesso de qualquer relacionamento futuro.
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