A influenciadora digital Andressa Urach voltou a chamar atenção nas redes sociais após revelar que já realizou cerca de 50 procedimentos estéticos ao longo da vida. O assunto ganhou ainda mais repercussão depois que ela passou por um lifting facial deep plane, em maio de 2026, e afirmou que precisará emitir novos documentos devido às mudanças no rosto.
O caso reacendeu o debate sobre os riscos físicos e emocionais relacionados ao excesso de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos.
Segundo o cirurgião plástico Dr. Jairo Casali, quanto maior o número de intervenções realizadas, maior é o desgaste sofrido pelo organismo e pelos tecidos do corpo.
— Haverá mais edema, maior área operada e uma recuperação mais lenta, aumentando o risco de fibroses, cicatrizes irregulares e intercorrências — alertou o especialista.
O médico explica ainda que um dos principais perigos está na realização de múltiplos procedimentos em um mesmo dia, o que aumenta significativamente o tempo cirúrgico e eleva as chances de complicações graves.
Entre os riscos citados estão infecções, necrose de tecidos, alterações de sensibilidade, dificuldades de cicatrização e eventos tromboembólicos, principalmente em áreas que já passaram por outras cirurgias anteriormente.
— Pacientes com múltiplas cirurgias precisam de avaliação criteriosa, acompanhamento próximo e, muitas vezes, um intervalo adequado entre as intervenções. As áreas operadas mais de uma vez terão muito tecido cicatricial e podem apresentar alterações na circulação sanguínea — explicou Casali.
A trajetória de Andressa Urach é frequentemente citada como exemplo dos perigos envolvendo procedimentos estéticos extremos. Em 2014, a influenciadora ficou 28 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após complicações causadas pela aplicação de hidrogel nas pernas. Na época, ela precisou passar por 22 cirurgias para retirar o produto do corpo.
“Sempre fui doente por cirurgia plástica, sem limites. Se pudesse voltar no tempo, nunca teria colocado isso”, declarou Andressa na ocasião.
Além das questões físicas, o especialista também chama atenção para os impactos emocionais e psicológicos ligados à busca constante por mudanças estéticas.
— Pacientes que buscam excessivamente cirurgias estéticas têm, com frequência, questões psicológicas e psiquiátricas associadas. É fundamental haver indicação médica responsável, expectativas realistas e equilíbrio na busca por resultados estéticos — afirmou.
Por fim, o médico reforçou que cirurgias plásticas não devem ser tratadas como procedimentos simples ou livres de riscos, principalmente quando realizadas em excesso ou sem o acompanhamento adequado.
— O principal alerta é entendermos que cirurgia plástica não é um procedimento sem riscos. O excesso pode comprometer tanto a saúde física quanto a emocional — concluiu.
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