Um cenário de completo horror e total falta de higiene virou alvo de denúncia por parte de estudantes do Instituto Federal de Roraima (IFRR), no campus Novo Paraíso, localizado no município de Caracaraí, Sul do estado. Duas alunas, de 17 e 18 anos, flagraram larvas de mosca e tapurus vivos se movimentando dentro da comida servida pelo restaurante oficial da instituição nesta sexta-feira (22/5).
A refeição fornecida aos alunos da instituição custa R$ 20 e, segundo o cardápio diário, conta com três opções de carboidratos (arroz, feijão e um complemento). De acordo com os relatos das estudantes, após o macarrão do dia acabar, os funcionários da cozinha repuseram o buffet com uma farofa de farinha de mandioca com ovo frito que havia sido preparada e servida no dia anterior, quinta-feira (21/5).
O choque veio logo no início do almoço.
“Uma menina foi colocar a comida na boca, sentiu algo estranho e cuspiu essas larvas. Logo depois, os que estavam ao redor começaram a olhar os próprios pratos e a farofa estava se mexendo sozinha, com diversos tapurus misturados", desabafou uma das alunas que presenciou a cena de embrulhar o estômago.
O flagrante causou pânico e náuseas imediatas no refeitório. Pelo menos dois alunos passaram mal dentro da instituição após consumirem parte da comida contaminada.
A indignação aumentou ainda mais quando os estudantes levaram os pratos infestados até as cozinheiras responsáveis pelo local. Segundo as alunas, as funcionárias tentaram minimizar a gravidade da situação, alegando que os bichos "eram apenas pedaços dos ovos" e, em uma atitude considerada inacreditável, chegaram a tentar amassar os tapurus com as próprias mãos na frente dos jovens para esconder as evidências.
As estudantes que lideraram a denúncia afirmam que o episódio desta sexta-feira não é um caso isolado, mas sim o ápice de uma série de negligências sanitárias que ocorrem na unidade Novo Paraíso desde 2024, ano em que ingressaram na instituição.
Conforme os relatos anexados à denúncia, os alunos já encontraram frequentemente corpos estranhos no meio das refeições, tais como:
Fios de cabelo longos misturados ao arroz;
Cascas grossas de cebola e de ovo;
Espinhas perigosas de peixe ocultas no feijão.
O caso gerou forte repercussão na comunidade acadêmica e os alunos cobram uma fiscalização imediata da Vigilância Sanitária e uma posição enérgica da reitoria do IFRR sobre o contrato do restaurante terceirizado.
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