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Psicoterapeuta famoso com 400 mil seguidores é investigado por abusos sexuais e golpe de R$ 345 mil em paciente

27/05/2026 09h18
Por: Redação
Reprodução/MPBA
Reprodução/MPBA

Uma operação de grande escala mobilizou as forças de elite do Ministério Público da Bahia (MP-BA) na última terça-feira (26/5) para desmantelar um suposto esquema de manipulação, golpes financeiros e abusos sexuais em Salvador. O alvo principal é o psicoterapeuta Jordan Van Der Zeijden Campos, uma figura pública de grande alcance que soma mais de 400 mil seguidores em suas redes sociais. Denominada Operação Catarse, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão e congelou quase R$ 1 milhão das contas do investigado.

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O Padrão de Abuso e o Golpe de R$ 345 Mil

A ofensiva foi deflagrada de forma conjunta pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid). De acordo com as investigações do MP-BA, o psicoterapeuta utilizava de sua autoridade profissional e de técnicas de vulnerabilidade psicológica para aplicar golpes financeiros e cometer crimes sexuais.

Uma das denúncias mais impactantes aponta que Jordan convenceu uma de suas pacientes, durante as sessões de terapia, a transferir a quantia de R$ 345 mil para contas vinculadas a ele. O argumento utilizado pelo profissional era de que o montante seria aplicado em investimentos de melhoria no próprio consultório. No entanto, os valores teriam sido desviados.

Relatos de Abuso Sexual e Bloqueio de Bens

Além do estelionato financeiro, Jordan Campos enfrenta acusações severas de violência de gênero feitas por outras três mulheres, que são ex-alunas e ex-funcionárias. Uma delas relatou que, enquanto era atendida no consultório, foi submetida a atos sexuais sem consentimento sob forte coação e manipulação. As outras duas denunciantes descreveram um ambiente de trabalho altamente abusivo, marcado por assédio moral, assédio sexual e pressão psicológica para a prática de atos sexuais.

Todas as quatro vítimas apresentaram um vasto conjunto de provas materiais e digitais ao Ministério Público, evidenciando o mesmo modus operandi de abordagem. Elas sinalizaram ainda que outras mulheres foram lesadas pelo terapeuta, mas ainda não prestaram depoimento por medo ou vergonha. Diante da robustez das evidências, a Justiça determinou o bloqueio imediato de R$ 960 mil das contas do investigado. A defesa do psicoterapeuta está sendo localizada para se manifestar sobre as acusações, e o espaço permanece aberto.

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