Uma história de extrema resiliência e superação chama a atenção pela coragem. Aos 62 anos, Hilaria Mireski já teve 73 cânceres de pele diagnosticados ao longo da vida em decorrência da síndrome de Gorlin-Goltz, uma condição genética rara que deixa o organismo extremamente vulnerável ao surgimento de tumores. Devido às lesões infiltrativas agressivas, ela perdeu um olho e o nariz, além de precisar respirar e falar exclusivamente pela boca, mantendo-se em tratamento contínuo há quase dez anos.
A descoberta da condição aconteceu quando Hilaria tinha 33 anos e procurou um dentista para investigar um cisto na boca. Três biópsias iniciais confirmaram o carcinoma basocelular, dando início a uma verdadeira maratona médica: ao longo de três décadas, ela já acumulou 87 exames de biópsia.
A síndrome de Gorlin-Goltz altera diretamente os genes responsáveis por controlar a multiplicação celular, fazendo com que a exposição solar — mesmo que rotineira — amplie exponencialmente o risco de novos tumores na pele.
Após passar por sessões rigorosas de radioterapia e quimioterapia, Hilaria adotou um tratamento diário com um medicamento específico que atua bloqueando o mecanismo celular associado à doença (embora ainda não consiga barrar totalmente o surgimento de novas lesões).
Agora, a paciente aguarda a liberação de exames médicos para realizar uma complexa cirurgia de reconstrução do nariz, procedimento que também incluirá a colocação de uma prótese para reabilitar a região do olho que foi retirado no combate à doença.
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